Acertar sem pensar demais

Há um ponto em que ter demasiadas opções deixa de ajudar.


Experimentamos uma, depois outra, depois algo ligeiramente diferente — e em vez de nos aproximarmos, tudo começa a parecer menos claro. Nem sempre se trata de encontrar algo melhor. Por vezes, trata-se de reconhecer quando algo já está certo.

As peças que tendem a funcionar não precisam de muita persuasão. Vestimo-las e há uma espécie de certeza silenciosa. Não é dramático, nem entusiasmo imediato — apenas a sensação de que faz sentido.

O ajuste é geralmente o primeiro sinal. Se assentar corretamente, sem repuxar ou deslocar, não o questionamos. O movimento vem a seguir. Se conseguir andar, sentar, levantar e esquecer-se completamente disso, é quando sabe que está a funcionar.

O que complica o processo é muitas vezes a ideia de que pode haver algo "melhor" lá fora. Mas na maioria dos casos, a escolha certa não é a mais impressionante — é aquela que se mantém ao longo do tempo.

Há também uma diferença entre gostar de algo e confiar nele. E quando se trata de eventos, a confiança importa mais.

No final, acertar não é tanto sobre procurar, mas mais sobre saber quando parar.

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